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Você acredita no uso de psicotrópicos?

A eficácia no uso de psicotrópicos está comprovadamente atestada. Sou favorável desde que prescrito por profissional médico alopata (tradicional) ou homeopata (natural), devidamente credenciado por seu Conselho de Classe. Entretanto, o uso isolado de medicamento pode não surtir efeito em pacientes com problemas psicológicos. Lembre-se que a utilização de medicação sem prescrição médica é totalmente contra-indicada.

Penso que a utilização APENAS de psicotrópicos não seja eficaz no campo psicológico. Neste aspecto, dependendo da situação do paciente deve haver multidisciplinaridade na abordagem, a exemplo dos casos de depressão, síndrome do pânico ou outros casos de transtornos mais graves.

Enfim, dependendo
do caso deve haver interação medicamentosa associada à psicoterapia para surtir efeito no tratamento proposto. Os remédios cuidam da parte física e a psicoterapia cuidará da parte psicológica. Se o problema é meramente psicológico, então não haverá medicamento que porvoque insights e sane a dor psíquica. De outro modo, se o problema for orgânico (disfunção química no cérebro) não haverá psicoterapia que dê jeito nisso. é preciso saber sobre quem e que tipo de doença estamos falando.
 
Quanto mais intensa a psicalgia do paciente maior o número de interações necessárias.

 

Que tipos de problemas podem causar a dificuldade visual em alunos?

Dependendo do grau de dificuldade visual os problemas variam desde uma simples dorzinha de cabeça, culminando em falta de atenção e irritação, podendo passar pela confusão de letras (troca o F pelo E, por exemplo) até problemas mais complexos como desvios da escrita e da leitura, com má interpretação de palavras, alterando o sentido da frase e o entendimento da mensagem.

A falta de acuidade visual afeta, entre outras coisas a auto-estima da criança, pois erra com mais frequência ao ler as palavras e está sempre sendo alvo de chacotas. Quando a criança precisa utilizar óculos é chamada de "
quatro olhos" pelos colegas, gerando constrangimento.

A dificuldade visual gera um conjunto de fatores que perpassam pelos aspectos biológicos, psicológicos e sociais.

Como perceber se a criança tem problema de vista?
Primeiro faça uma avaliação preliminar tampando um olho e mostrando objetos ou letras na parede em distâncias e tamanhos diferentes. Depois solicite identificação de objetos ou letras diferentes daqueles utilizados na avaliação do primeiro olho. Ao perceber qualquer sinal de dificuldade na identificação dos objetos ou letras encaminhe para o oftalmologista para proceder aos exames de rotina.

 

Como trabalhar a resistência da criança em utilizar óculos?
Uma dica para minimizar o impacto no uso dos óculos é deixar a criança escolher a armação que mais lhe agrade e combine com sua idade e estilo pessoal. Muitos pais escolhem pelo preço e sem qualquer participação da criança. Isso nem sempre dá certo. Armação de óculos pode ser visto como um acessório igual a outro qualquer e, por isso, deve estar de acordo com os gostos individuais de quem irá utilizá-la!

 

Como trabalhar problemas de leitura e escrita?

O melhor exercício para aprimorar a escrita é a leitura. Ruy Barbosa dizia que escreve melhor quem muito lê. Então, desenvolva um projeto de leitura em sua escola, caso ainda não tenha. Envolva os alunos em gincanas literárias. Estimule a leitura e a criação de bibliotecas temáticas.

Outra dica de atividade é aquela brincadeira que eu conheci em MInas como Adedonha. Divide-se uma folha branca, na horizontal, em várias partes (colunas). Em cada coluna coloca-se os tópicos: nome de cidade, nome de gente, nome de artista, nome de capital, nome de fruta ect. Jogam-se dados ou apontam-se dedos
ao centro do grupo e para cada ponto do dado ou para cada dedo apresentado representa uma letra do alfabeto. Ao se definir a letra da vez, da um temo de dois minutos para que todos escrevam em cada coluna da folha os nomes que começam com a letra da vez. É muito legal e estimula bem a atenção e a memória, além de reter o conteúdoo pelo aprendizado interativo.

Se o problema não for de metodologia, mas sim de cada individuo, deve-se proceder avaliação para investigar problemas como dislexia. No meu site www.chafic.com.br na sessão
Livros Psicopedagógicos tem muitas indicações de livros que tratam deste assunto. Inclusive você pode adquirir os livros no maior site de literatura técnica desta área.

Outra opção é ler mais sobre isso na sessão artigos do site www.psicopedagogia.com.br ou em www.dislexiadeleitura.com.br. No site www.pedagobrasil.com.br tem um artigo do prof. Vicente que fala sobre dislexia disléxica. Contudo, o ideal seria conhecer bem as pessoas que estão apresentando tais dificuldades para só então aplicar alguma técnica bem direcionada ao problema de cada um.

 

Como trabalhar problemas comportamentais?

A essência do método para mudança de comportamento tem como base a aproximação progressiva, ou seja, obedece uma ordem de estímulos e reforços gradativos e sequenciais. Consiste em:  

 

1º Estabelecer Regras: As regras precisam ser estabelecidas e comunicadas com clareza, antes de serem cobradas, isto é fundamental e prescinde todo e qualquer intento em mudança de comportamento.  

 

2º Premiação - Elogiar, enaltecer e reforçar o comportamento adequado, explicando sempre que os benefícios de um bom comportamento é maior para a própria pessoa. Utilizo, em geral, um "parabéns!" um abraço, coisas assim, reforçado pela explicação de como esse comportamento adequado irá ajudá-la no futuro. Raramente utilizo alguma premiação mais enfática no sentido de objetos. Costumo evitar premiar rotineiramente o comportamento adequado com objetos de valor ou brinquedos, pois corre-se o risco, dependendo da frequência, criar uma expectativa mercenária na criança, mas isso depende de cada caso é não é uma regra rígida. Nunca utilizo dinheiro! Nunca mesmo. Aumento de mesada, por exemplo, nem pensar. O ganho pelo comportamento adequado deve ser subjetivoo e não pecuniário. Tolerância é imprescindível. Utilize acordos extras de ajuste de conduta antes de passar para a próxima fase da aproximação progressiva. Mas não utilize mais do que dois ou tres ajustes de conduta para não criar uma "brecha" favorecedora do mal comportamento.  

 

3º Privação -  Quando a pessoa, indempendente da idade, não acata uma regra previamente estabelecida e que ela concordou acatar, então priva-se esta pessoa de algo que ela goste muito, a exemplo do brinquedo preferido, do video game, de um passeio esperado, TV, essas coisas. A super Nany faz isso com maestria!  Jamais prive alguém de suas necessidades essenciais (comida, água, abrigo, locomoção, sono etc).  

 

4º Punição - A punição, prevista na apresentação das regras pode ser uma multa simbólica ou a perda temporária de alguma regalia. É indicado ter isso muito bem determinado e claro nas regras.  

 

A ordem dos fatores é imprescindível aqui: 1º estabelecer as regras e eventuais sanções; 2º reforçar sempre o comportamento positivo e adequado; 3º privar e fazer que a pessoa reflita sobre o por quê da privação, ressaltando sempre as regras que foram combinadas antes; 4º sancionar o comportamento inadequado que for recorrente de acordo com as regras. Não cumprir as regras ou mudá-las de forma unilateral e sem consenso é tão grave quanto o comportamento inadequado que se pretende ajustar.  

 

Com base nestes princípios pode-se criar painéis com desenhos parecidos com aqueles jogos em que se tem que trilhar casas de um caminho que liga um local de origem e um local de destino. A medida que um comportamento bom é observado avança-se uma casa. Se o comportamento não for adequado recua-se uma casa. Chegando ao destino a criança receberá uma premiação previamente acordada e estabelecidade com a participação e anuência de todos: terapeuta, cliente e pais.   - Evite premiações pecuniárias (dinheiro e objetos de valor) - Nunca, mas nunca mesmo prive a pessoa de suas necessidades essenciais (comida, água, locomoção etc), para não transformar uma medida socioeducativa em cárcere privado ou cativeiro, passível de sanções legais conforme Código Penal vigente. No mais, utilize o bom senso e muito, mas muito diálogo mesmo.

 

 

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